Destinado a gestantes e puérperas, consiste no preparo do períneo para o parto (inclusive com o uso do aparelho Epi-no) e na sua reabilitação após o parto. Baseado em evidências científicas, o atendimento fisioterapêutico é realizado por profissional especializada em ginecologia e obstetrícia, que vem obtendo bons resultados no preparo de mulheres que desejam ser protagonistas de seus partos. Os atendimentos são realizados de forma individual, às segundas-feiras à tarde, com duração de aproximadamente uma hora.
Profissional: Míriam Zanetti
Apontado como principal causa de disfunções sexuais e incontinência urinária entre mulheres, o parto é apenas um entre muitos fatores. A boa notícia é que existem maneiras de preparar o períneo para diminuir o risco de lesões
Por Luciana Benatti
Como será o sexo depois do parto? E se a vagina ficar larga, frouxa? Essa preocupação, muito comum entre as mulheres – e homens, é claro – nos meses que antecedem a chegada de um filho, tem origem numa ideia arraigada na cultura brasileira: a de que a passagem do bebê pela vagina deixará os músculos flácidos, comprometendo a vida sexual da mulher.
Essa associação entre parto normal e danos permanentes ao períneo – musculatura ao redor da vagina e do ânus – também é comum entre os médicos, que assim aprendem inclusive nos livros. Um dos manuais de obstetrícia mais usados nas faculdades afirma que a passagem do bebê “raramente é possível sem lesar a integridade dos tecidos maternos, com lacerações e roturas as mais variadas, a condicionarem frouxidão irreversível do assoalho pélvico”.
Alguns profissionais, no entanto, contestam essa visão. Especialista em preparo perineal para o parto, a fisioterapeuta Miriam Zanetti começou a desconfiar dessa afirmação anos atrás, quando tratava incontinência urinária em mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos. “Percebi que muitas delas tinham feito cesárea. Algumas nunca haviam engravidado”, conta.
Ao pesquisar o assunto, ela descobriu que, além do parto, existem vários outros fatores que podem causar disfunções no assoalho pélvico. A começar pela gestação, já que o peso do bebê distende essa musculatura. E também obesidade, prisão de ventre, tosse crônica e a prática de atividade física de impacto – corrida, basquete, vôlei. “O parto não é o vilão”, conclui.
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