“É uma oportunidade de um grupo de pessoas se conhecerem em um nível mais profundo (…) É uma chance de se conhecerem simplesmente como uma pessoa encontrando outra pessoa (…) Desenvolve-se a partir desta liberdade mútua de expressar os sentimentos reais, positivos e negativos, um clima de confiança mútua. Cada membro caminha para uma maior aceitação do seu ser global – emotivo, intelectual, físico – tal como ele é, incluindo as suas potencialidades”
Carl Rogers
Grupo de encontros terapêuticos de pós-parto e aleitamento materno da Casa Moara
Uma mulher engravida, vivencia o parto, e um dos momentos mais intensos de toda sua vida acontece: o encontro com um novo ser. A partir daí é apresentada a um mundo desconhecido e repleto de mudanças. A mulher torna-se mãe de um, dois, três ou mais filhos. Cada experiência traz consigo uma realidade, identidade e papéis próprios a serem incorporados. Como se faz esse caminho? Como acontece o tornar-se mãe?
Ao longo da gravidez, a mulher passa por inúmeras mudanças físicas, emocionais e psíquicas, que a tornam mais sensível. O período do puerpério por si só é um momento de profunda intensidade. A mãe deseja fazer o melhor para seu filho. Além das próprias transformações internas e do desgaste físico, não raro as mães vivenciam esse período com muitas invasões e ditames de certos e errados do meio social. E algumas mulheres podem deixar de ouvir seu instinto materno e sua intuição.
O grupo de encontro de pós-parto promove a experiência de reconexão com a essência. É um espaço para a quebra das barreiras de comunicação, permitindo que as pessoas se aproximem com o elemento humano que existe dentro de cada um. Nessa roda, em meio a outras mães e bebês, a participante tem a oportunidade de se auto-expressar e analisar os seus próprios sentimentos e comportamentos, em um ambiente de suporte, respeito e sem julgamentos. É um tempo para si e de partilha de experiências, que possibilita à participante rever aspectos conscientes e inconscientes causadores de sofrimento e que comprometem vivenciar a maternidade a seu próprio jeito.
Com a maior liberdade e o aumento de comunicação, acontece o despertar da criatividade: surgem novas ideias, novos conceitos, novas direções. A aprendizagem da experiência de grupo tende a transpor-se, temporária ou mais duramente, para todas as outras relações.
Os encontros , com duas horas de duração, têm o objetivo de aprofundar questões relativas ao pós-parto e aleitamento materno que refletem em amamentação, sentimento de solidão, crise de identidade, casamentos abalados, cansaço permanente e muitos outros temas, com muito respeito, cuidado, e aprofundamento.
O grupo terapêutico tem a coordenação das psicoterapeutas Daniela de A. Andretto e Marília Reiter, profissionais especializadas em psicologia Perinatal e no universo de gestação, parto, nascimento e puerpério.
Investimento: 180 reais por mês
As inscrições serão feitas na secretaria na Casa Moara, por e-mail (contato@casamoara.com.br) ou por telefone: (11) 5096-2318.
Os encontros acontecem a partir de março/2012, toda sexta-feira, das 14h às 16h, com um limite de até 12 participantes.
Cada encontro reserva a possibilidade de três participações avulsas, no valor de 45 reais (para novos participantes)
As mães inscritas poderão levar um acompanhante em cada encontro e bebês de até um ano. Irmãos mais velhos de até dois anos também podem participar.
Coordenação: Marília Reiter|Daniela de A. Andretto
Quando soube do grupo de pós-parto, achei bacana a ideia, mas não imaginava a diferença que faria na minha maneira de cuidar das minhas filhas. Depois de frequentar os encontros por sete meses e meio, posso dizer que compartilhar experiências é uma ótima maneira de aprender.

AMIGO SECRETO DO GRUPO DE PÓS-PARTO DA CASA MOARA - A vida é surpreendente! Onde eu acharia tanta mulher-mãe-exemplo-amiga-confidente, todas juntinhas assim?
Por Lu Nervegna, mãe de Lorena e Manoella
Pensamos muito na gestação, no parto, mas… E depois? Há pouquíssimos cuidados com o puerpério, período tão delicado e importante, pois não envolve somente a mulher, mas também o pai, o bebê; é uma a nova vida e o nascimento de uma família.
Quando soube da existência de um grupo voltado para o período pós-parto, achei bacana a ideia, mas não imaginava a diferença que faria na minha maneira de maternar e de cuidar das minhas filhas.
Minha primeira participação no grupo foi logo no primeiro mês de vida da minha pequena Manoella; na verdade, ela estava com exatos quinze dias! Fiquei um pouco insegura de levá-la tão pequena e perguntei para uma das coordenadoras se havia problema. “A hora certa é quando você e seu bebê estiverem preparados”, ela disse.
A história de um passeio de mães e bebês à padaria mais próxima e as reflexões de uma psicóloga sobre os desafios dessa fase da vida – que não precisa (nem deve!) ser solitária.

Por Daniela de Almeida Andretto*
Numa tarde de sol, após a reunião do grupo, algumas mães resolveram fazer um passeio conjunto até a padaria mais próxima da Casa Moara. O dia estava convidativo, e todas sentiam uma disposição enorme para conversar. Encorajada pelas demais, a mãe de um bebê de 25 dias tomou coragem e aceitou o passeio.
Ao chegarem à padaria, aquelas seis mulheres lindas, com seus bebês de 25 dias a seis meses (mais lindos ainda!), causaram impacto imediato nos outros clientes. Um grupo de homens que ocupava uma das mesas e conversava com a empolgação de quem discute o último jogo do time preferido, silenciou de imediato. Elas acharam graça nisso. Que poder essas mulheres-mães têm de encantar, impactar e surpreender! Poderiam estar em casa, talvez se sentindo sozinhas – afinal o período pós-parto pode ser sentido como muito solitário – mas não essas mulheres! Elas podem contar com o apoio e a motivação umas das outras. Com o relato da experiência da superação de certas dificuldades por uma, o que dá mais coragem a outra.
Uma relação que começa logo após o nascimento, quando pegamos um filho nos braços pela primeira vez, e atravessa horas a fio, incontáveis dias e noites, em que se alternam momentos prazeroso e situações difíceis. No início de agosto, em comemoração à Semana Mundial de Aleitamento Materno, um grupo de mães se reuniu na Casa Moara para conversar sobre o assunto.
Por Luciana Benatti
“Quando a gente está grávida, só quer que o filho nasça. Depois que nasce, só quer que ele mame.” A frase de Jana, mãe de Gaia, e autora do desenho acima, que chamou de “Momento mágico”, resume um sentimento comum entre as mulheres que se tornam mães: após o nascimento, a expectativa pelo momento do parto dá lugar à ansiedade de que a amamentação se estabeleça de forma satisfatória e que o bebê engorde.
“Eu tinha muita preocupação com o ganho de peso porque minha filha não era grande. Então comecei a amamentar do jeito que muitas mães começam, principalmente as que têm bebês menores: na maior neura se vai ou não engordar”, relatou Katia Barga, mãe de Sarah e uma das coordenadoras do grupo de pós-parto – junto com Daniela Andretto, Marília Reiter e Andrea Lanzoni –, ao abrir a roda de conversa.
Essa preocupação logo ficou para trás, pois Sarah mamava de forma rápida e eficiente: a cada três horas, por cerca de 10 minutos. Era o “bebê da cartilha”, ou seja, aquele bebê ideal descrito nos livros. Sem grandes dificuldades, Katia cumpriu à risca as recomendações da Organização Mundial da Saúde: seis meses de amamentação exclusiva e a continuidade do aleitamento materno, após a introdução de alimentos, até os dois anos ou mais.
Mas nem sempre tudo acontece de forma tão tranquila. Passado aquele momento mágico inicial, em que a mãe pega o filho nos braços pela primeira vez, muitas dificuldades podem aparecer pelo caminho, como tão bem relataram as mães que participaram desta conversa. Quando isso acontece, o mais importante é buscar apoio e orientação adequada, de um profissional realmente comprometido com o estímulo ao aleitamento materno. Continuação »
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