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Parto com ou sem analgesia?

O ideal é não tomar. Por um motivo simples: todo medicamento pode ter efeitos adversos. Por outro lado, trata-se de um recurso valioso se usado com critério e o consentimento da mulher, que deve ser informada não apenas dos benefícios, mas também dos riscos.

Foto de Marcelo Min para o livro Parto com Amor (Panda Books)

Por Luciana Benatti

Um direito de todas as mulheres. É assim que o alívio da dor do parto deve ser entendido. A escolha deveria ser sempre da gestante, baseada em informações corretas e atualizadas sobre os prós e contras de cada opção. É o que se chama de escolha informada.

No Brasil, porém, o direito de escolha é para poucas. A maioria das gestantes não tem opção. No sistema particular, quem consegue escapar da cesárea, leva obrigatoriamente a anestesia peridural “no pacote” do parto normal. No sistema público, ao contrário, a anestesia não costuma ser um recurso disponível para o trabalho de parto. Em ambos, é raro haver a alternativa dos métodos naturais, que costumam ser vistos com desconfiança.

Na prática, portanto, decidir tomar ou não analgesia só é possível para quem pode contar com uma equipe humanizada de assistência ao parto. Nesse caso, a mulher é questionada e até ridicularizada por amigos e familiares, incapazes de entender os motivos de sua opção. E sofre ao ouvir comentários do tipo: “Para que você quer sentir dor?”, “Isso é parto de índio!”, “Você está pensando que vai aguentar, mas na hora vai implorar pela anestesia”. (Leia os depoimentos abaixo.)

Muitos ainda acha que parto humanizado é sinônimo de parto sem anestesia. “E se na hora, morrendo de dor, eu implorar por anestesia, a médica não vai me deixar tomar?”, perguntou-me tempos atrás uma amiga a quem recomendei uma obstetra humanizada. Obviamente, não há uma regra: existem partos humanizados com e sem analgesia.

O ideal é não tomar. Por um motivo simples: todo medicamento de alívio da dor pode ter efeitos adversos, como a hipotensão da mãe (pressão sanguínea abaixo do normal), que pode levar à queda nos batimentos cardíacos do bebê e à necessidade de uma cesárea de urgência. É preciso entender que, ao interferir na evolução natural do trabalho de parto, a anestesia pode desencadear a chamada “cascata de intervenções”, que às vezes terminam num parto cirúrgico. Por outro lado, pode ser um recurso que ajuda, por exemplo, num trabalho de parto muito longo. Se a mãe já está exausta, sem forças para continuar, uma analgesia pode ser bem-vinda para que parto normal continue sendo possível.

Resumindo: trata-se de um recurso valioso, desde que usado de forma criteriosa e com o consentimento da mulher, que deve estar ciente não apenas dos benefícios, mas também dos riscos.

Métodos de alívio da dor

Os recursos para lidar com a dor do parto se dividem em dois grupos: naturais ou medicamentosos. O primeiro inclui banho de chuveiro ou imersão, massagens, liberdade de movimentação, presença de doula e de acompanhante escolhido pela mulher. A vantagem é que não oferecem riscos e nem provocam efeitos colaterais.

No segundo grupo, estão as analgesias. Rotineiramente usados como sinônimos, os termos analgesia e anestesia têm uma diferença fundamental: a parturiente que recebe uma analgesia consegue ficar em pé, andar, acocorar-se e sentir as contrações, ainda que com menos dor. Ao contrário, uma mulher anestesiada, embora possa se manter consciente, perde todas essas possibilidades, ficando inerte da cintura para baixo. Por isso, quando se fala em alívio para a dor do parto, a preferência é pela analgesia.

A técnica pode variar. As alternativas mais recomendadas são a peridural ou o duplo bloqueio, que é uma combinação da raquidiana com a peridural. O uso isolado da raquidiana para analgesia de parto não é respaldado por evidências científicas.

Encare como um desafio

O parto é uma oportunidade única de conhecer seus limites. Durante o trabalho de parto, procure se manter aberta a todas as possibilidades: você pode até duvidar, mas a verdade é que recursos como chuveiro, banheira, bola de Pilates e massagens ajudam muito. E isso já foi provado em artigos científicos! Se, depois de tentar tudo isso, você continuar achando a dor impossível de encarar, tudo bem, sem culpas ou dramas por causa disso. Só não caia na tentação de pedir a anestesia por precaução, just in case, apenas porque está disponível ou alguém ofereceu. Você estaria perdendo uma das melhores coisas da vida, que é a possibilidade de se superar, de ir além.

*Luciana Benatti é jornalista, autora do livro Parto com Amor (Panda Books) e mãe de dois meninos nascidos de parto natural.

Mulheres abrem o coração e contam em detalhes como lidaram com a dor das contrações. Cinco relatos surpreendentes!

Cristiana: “Senti muita dor, mas deu para levar na boa”

Nana: “Terei de decidir se vou além ou se cheguei ao meu limite”

Carolina: “Na hora do parto, espero deixar meu corpo seguir o caminho natural”

Monica: “Cada um tem direito a suas próprias escolhas”

Renata: “A analgesia me permitiu dar à luz prazerosamente”

Leia também

Uma dor que vale a pena sentir, artigo da terapeuta transpessoal Claudia Xavier.

 

 

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